Bela e Podre


Assim era a paisagem
O Verde misturado ao preto
Ao cinza do céu
E o rio transparente obsoleto

Bem vindo a Natureza Urbana!

A quebra da monotonia
Ao dia sem Sol
O preencher da tarde vazia

Bem vindo ao pico sem nome
A estrada dos gnomos
Ervas e azuis cogumelos
Ao fedor do esgoto rio preto antibelo

Tão bela e tão podre
Confundem as luzes da cidade ao anoitecer
Do templo escondido
Pensa-se até ser um lugar lindo de se viver

E me ponho a escrever poesia
Que na cidade não dá dinheiro
Não enche barriga
Mas dá calma
Poesia não enche bucho 
Mas mata a fome da Alma.

Autora: Ceane Silva
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